11 de ago de 2013

O Reino Gelado

Postado por Daiana Campos às 8/11/2013 12:12:00 PM 4 comentários
Baseado no conto de Andersen "A Rainha da neve", o filme é uma versão russa da história.


  • Lançamento:
     (1h 20min
  • Dirigido por:
    Maxim Sveshniko,Vlad Barbe
  • Gênero:
    Animação , Fantasia

Descrição:

Desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas, a Rainha da Neve cobriu o planeta com gelo e ordenou a destruição de todas as artes. De acordo com as previsões de um espelho mágico, a última ameaça aos seus planos estaria no mestre-vidreiro Vegard, cujos espelhos refletem não apenas a aparência, mas também as almas das pessoas. Então, o vento polar sequestra Vegard e sua esposa Una, deixando seus filhos Kai e Gerda para trás. O tempo passa e os servos da Rainha acabam capturando também Kai, acreditando que o garoto é o sucessor de seu pai. Mas sua irmã Gerda, agora uma garota muito corajosa, não vai deixar isso barato. Embarcando em uma jornada pelo reino, ela vai encarar todos os obstáculos ao lado de seus novos amigos para salvar o irmão e voltar a aquecer os corações das pessoas.

Sem contar que a trilha sonoro é muito boa:






Se quiser trabalhar com ele, pode-se encontrar temas como exploração infantil, laços familiares, bullyng, questões de gênero e relações entre bem e mal(educação moral).
Fica a dica, abraços!!

A Rainha da Neve

Postado por Daiana Campos às 8/11/2013 10:50:00 AM 0 comentários


Um maldoso anão tinha fabricado um espelho mágico, que transformava em más pessoas, todos os que nele se mirassem. Mas o espelho quebrou-se e seus pedaços foram se espalhando pelo mundo. Dois deles foram para uma sacada onde brincavam duas crianças, Gerda e Kai, e penetraram nos olhos e no coração do menino que, desde aquele momento, se transformou, de bom, no pior garoto da cidade.
Quando o inverno chegou, ia kai, um dia, pelas ruas cobertas de neve, montado em seu pequeno trenó, quando viu um grande trenó branco, que corria velozmente. Enganchou o seu naquele e, desse modo, fez-se arrastar na vertiginosa carreira. Mas viu, logo depois, com terror, que o misterioso veículo saía das muralhas da cidade e precipitava-se pelos campos. Por fim, o trenó se deteve e dele desceu a Rainha das Neves, completamente vestida de branco, que se inclinou para o menino, beijando-o. Ao sentir aquele beijo, Kai adormeceu. A fada tomou-o nos braços e levou-o ao seu longínquo país.
Os dias passavam e Gerda em vão esperava Kai, que não regressava. Afinal, resolveu ir procurá-lo pelo mundo. Dirigiu-se para o rio, subiu numa barquinha e deixou-se levar pela correnteza. A embarcação, depois de muito navegar, foi deter-se num jardim cheio de flores, onde havia uma velha, que acolheu carinhosamente a menina Gerda e conduziu-a a uma pequena casa feita de vidros coloridos. Ali penteou-a com um pente mágico e a menina de tudo se esqueceu e ficou, naquele jardim encantado, vivendo muito feliz. Um dia, entretanto, viu umas rosas, que lhe recordaram o roseiral por ela plantado, com o auxílio de Kai, na sua pequena sacada, em casa, e voltou-lhe à mente a lembrança do irmão desaparecido. Resolvida a encontrá-lo, fugiu para o bosque e caminhou muito, sem sentir-se fatigada, até que encontrou uma menina, que morava numa casa meio em ruínas. A desconhecida, ao ouvir a história de Gerda, quis ajudá-la e levou-a para sua casa, onde perguntou aos pombos, pousados no telhado, se sabiam alguma coisa a respeito de Kai. "Sim!" responderam eles. A Rainha das Neves o levou com ela.
A menina do bosque deu-lhe, então, um magnífico cervo que possuía havia tempo, dizendo ao animal: "Devolvo-te a liberdade, mas, em troca, leva esta minha amiga ao palácio da Rainha das Neves, que se acha em teu país." Em seguida, ajudou a pobre Gerda a montar no lombo do animal, que partiu em disparada. Atravessaram campos, bosques, pântanos e, por fim, chegaram à Finlândia, onde estava situado o castelo da fada e o cervo fez a menina descer no jardim.
Ao ficar sozinha, Gerda viu caírem a seu redor grandes flocos de neve, que se juntaram, procurando afogá-la. Mas a menina orou com fervor e, imediatamente, tudo se acalmou. Então, a menina entrou no castelo, onde encontrou Kai, que estava só e não a reconheceu. Gerda abraçou-o, chorando e suas lágrimas, ao penetrarem no coração do menino, fizeram sair o fragmento do espelho, que nele se havia encravado. Kai também chorou e, desse modo, o outro fragmento que havia penetrado em seus olhos, também saiu. O menino, só então, reconheceu sua pequena amiga e com ela fugiu daquela prisão gelada. O cervo esperava-os lá fora para levá-los de volta ao seu país.


Hans Christian Andersen





20 de jul de 2013

Apenas brincando

Postado por Daiana Campos às 7/20/2013 10:07:00 PM 2 comentários
 
Portinari

Quando eu estiver, no quarto, construindo um edifício de blocos,
Por favor não diga que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Sobre equilíbrio e forma.
Quando eu estiver bem vestido, arrumando a mesa, cuidando do bebê,
Não tenha a idéia de que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser uma mãe ou um pai.
Quando você me vir até meus cotovelos na pintura,
Ou ajeitando uma moldura, ou moldando e dando forma à argila,
Por favor não me deixe ouvi-lo dizer que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou me expressando e sendo criativo.
Algum dia eu posso ser um artista ou um inventor.
Quando você me vir sentado em uma cadeira “lendo” para uma audiência imaginária,
Por favor não ria e não pense que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser um professor.
Quando você me vir recolhendo insetos ou colocando coisas que encontro no bolso,
Não os jogue fora como se eu “estivesse apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Algum dia eu posso ser um cientista.
Quando você me vir montando um quebra-cabeças,
Por favor, não pense que estou desperdiçando tempo “brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Estou aprendendo a concentrar-me e resolver problemas.
Algum dia eu posso ser um empresário.
Quando você me vir cozinhar ou provar comidas,
Por favor não pense que estou aproveitando, que é “só para brincar”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo sobre os sentidos e as diferenças.
Algum dia eu posso ser um “chef”.
Quando você me vir aprendendo a saltar, pular, correr e mover meu corpo,
Por favor não diga que eu “estou apenas brincando”.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo como meu corpo trabalha.
Algum dia eu posso ser um médico, uma enfermeira ou um atleta.
Quando você me perguntar o que fiz na escola hoje,
E eu responder: “Eu brinquei”.
Por favor não me entenda mal.
Já que, entenda, eu estou aprendendo enquanto brinco.
Eu estou aprendendo apreciar e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou preparando-me para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.

Texto de Anita Wadley.

18 de jul de 2013

O sapo e a flor

Postado por Daiana Campos às 7/18/2013 11:08:00 PM 4 comentários


Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais. Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes. Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa. Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra. 
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra. Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando! 
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas... 
Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio! 
- Que boca tão grande, que pele tão grossa... 
- Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum. 
- Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada. 
- Que triste seria ser um sapo!!! 
O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava: 
- Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta! 
Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo. 
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule. 
- Meu Deus, que faço agora? 
Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa... 
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua. 
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido. 
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto: 
- Pois é dona flor, veja como as aparências enganam. Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido tão mau com a senhora! 
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que? 
- Não - dizia a flor ainda tremendo de susto. 
- Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente. 
- Você sabe que existem também outras formas de se falar? 
- Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.
- Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você. 
- Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos outros o que aprendeu aqui hoje. 
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo: 
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém. 
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também. 

Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas. E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar....




Um lindo texto da escritora Marlene B. Cerviglieri, que trabalha a diversidade. Podemos dizer que é uma fábula ou um conto infantil, que ensina a criança a não fazer julgamentos prévios a respeito da fisionomia ou maneira de pensar de outra pessoa. Parece-me que “certos” adultos necessitem desse tipo de reflexão, pela maneira como criticam todos à sua volta. Mas ainda temos tempo de educar nossos filhos e mostrá-los que existem coisas de maior importância, como por exemplo, conquistar a sua emancipação. 

beijos!

13 de jul de 2013

Devolvendo estrelas ao mar

Postado por Daiana Campos às 7/13/2013 03:25:00 PM 5 comentários


http://3.bp.blogspot.com/-MveHniNWcSA/UM0ezTEe3gI/AAAAAAAACuw/jEB23u2JWJI/s200/estrela+do+mar.jpg


Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores. Todas as manhãs, ele caminhava a beira do mar para se inspirar, e a tarde ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas do mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
- Por que está fazendo isso? – Perguntou o escritor.
- Você não vê, explicou o jovem.
- A maré está baixa e o sol está brilhando.
Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se.
- Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas do mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor e disse:
- Para essa daqui eu fiz diferença.
Naquela noite, o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou a praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas do  mar de volta ao oceano.
Sejamos, portanto, mais um dos que querem fazer do mundo um lugar melhor. Sejamos a diferença!



Este é um conto que por ser popular é recontado de diferentes formas por seus ouvintes e leitores. Transmitindo esperança, otimismo, perseverança e reflexão sobre o valor de uma vida. Amei esta versão contada no blog http://www.crisgoncalves.com.
O fato de as pessoas ainda acreditarem na felicidade e lutarem por uma vida, que  não seja a sua, é algo lindo de se ver.


Abraços!


 

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